Archives For Urbanismo

Concreto Wolverine

Marcelo Teixeira —  8 de junho de 2013 — Comentários

Concreto

Um problema pertinente nas construções é que de uma forma ou de outra as calçadas terão rachaduras com o tempo, pelo desgaste, má execução ou pela ação das raízes das árvores, e seu reparo exige trabalho humano e custa dinheiro. Um outro problema é que mais de 7% das emissões de carbono vem da produção do cimento, um dos componentes na execução das calçadas, causando assim o efeito estufa, mas o que poderia ser feito para evitar esses problemas?

Pesquisadores da Universidade de Cardiff, Universidade de Cambridge, e Universidade de Bath fazem parte de um projeto £3m para criar um concreto que se auto-cicatriza. O material seria capaz de se consertar com a ajuda de uma bactéria contendo microcápsulas que brotariam e produziriam calcário quando a água entrasse nas fissuras.

Basta sabermos quanto tempo demora o processo de “cicatrização” do cimento porque dependendo da velocidade da evolução da rachadura a calçada poderia ficar desnivelada, mas a pesquisa é realmente revolucionária.

Urbanismo multicultural

Marcelo Teixeira —  8 de maio de 2013 — Comentários

Superkilen é uma das melhores propostas de urbanismo que já vi, traduz exatamente qual a função do arquiteto e urbanista no desenvolvimento de um projeto, que é conhecer o ambiente e a população onde será inserido o seu projeto.

O projeto é do BIG, Bjarke Ingels Group, liderado por Bjarke Ingels (foto acima), arquiteto dinamarquês que geralmente incorpora idéias de desenvolvimento sustentável e conceitos sociológicos em seus projetos, mas muitas vezes tenta alcançar um equilíbrio entre as abordagens lúdicas e práticas para a arquitetura.

 

Quando a equipe foi convidada a propor um projeto de um quilômetro do espaço urbano através do exterior de Norrebro, nas antigas trilhas ferroviários, eles perceberam que eles tinham que fazer mais do que apenas um projeto urbano. O bairro é o mais etnicamente diverso em toda a Dinamarca, com mais de 60 nacionalidades, e também é a comunidade com mais dificuldade social sendo a mais próxima a um gueto em Copenhague, Mjølnerparken. Este projeto tinha que se tornar um veículo de integração, ao invés de um exercício estético de design dinamarquês.

Superkilen tem uma ideia geral do que seria uma exposição gigante das melhores práticas urbanas – uma espécie de coleção de objetos do mundo todo que vêm de 60 nacionalidades diferentes, das pessoas que habitam a área ao redor. Variando de equipamentos de exercício da Muscle Beach de Los Angeles à coleta de esgotos de Israel, palmeiras da China e sinais de néon de Qatar e Rússia. Cada objeto acompanha uma pequena placa de aço enterrada no chão descrevendo o objeto, o que é e de onde é, em dinamarquês e na(s) língua(s) de origem. Uma espécie de coleção surrealista da diversidade urbana global que, de fato reflete a verdadeira natureza da vizinhança local – em vez de perpetuar uma imagem petrificada da homogênea Dinamarca.

Superkilen

No vídeo abaixo (em inglês) talvez vocês tenham uma surpresinha, pelo menos eu fiquei bastante surpreso. Não se preocupem se não sabem o idioma dos vídeos, as imagens falam por si só.

Mais do Superkilen (em dinamarquês)

Via BIG.

High Line Park, NY

Ayana Dantas —  1 de maio de 2013 — Comentários

Manhattan, NY

Desde 2002 um grupo de moradores do coração de Nova York vem dando um show de civilidade.

O Friends Of The High Line é uma organização não governamental composta por habitantes de Nova York que lutaram pela preservação e hoje se responsabilizam pela manutenção de uma antiga linha férrea elevada (High Line) que cruza 19 quarteirões de Manhattan e encontrava-se desde os anos 80 desativada e entregue ao abandono.

A ONG travou uma briga judicial com os empresários da construção que pretendiam demolir a estrutura da antiga linha e construir prédios a fio. Nesse empasse, a Prefeitura de Nova York se posicionou favorável aos interesses da ONG, desde que fosse apresentado uma solução viável para a área em desuso.

Foi quando, no ano de 2003, através de um concurso de ideias, surgiu o projeto do HIGH LINE PARK, ativo desde 2009. Os vencedores do projeto foram James Corner Field Operations e Diller Scofidio + Renfro que desenvolveram uma proposta ícone de urbanismo sustentável. Consiste, basicamente, em um extenso passeio público com intenso uso do verde, mobiliário urbano da melhor qualidade, ambiente agradável e propício para ao lazer.

High Line Park Project

O espaço ganhou vida e foi abraçado pela população local, sendo cada vez mais incluído nas rotas turísticas de quem vai a Nova York. Proporciona tanto o  passeio pedonal rápido como produz também um ambiente mirante para os arranha-céus nova iorquinos.

O Friends Of The High Line promove uma série de eventos públicos no parque, contando com a ajuda de programas de voluntariado para sua manutenção e já até expandiu suas atividades para o ramo comercial. O lugar caiu tanto no gosto popular que todos querem desfrutar de alguma forma desse Jardim do Éden no caos de Manhattan.

High Line High Line

Bacana, não? Maiores informações e detalhes projetuais no site:

www.thehighline.org

Seguindo a mesma ideia do aplicativo para iphone Cidade Legal, anteriormente postado aqui em nosso blog, existe também o Colab, que parece seguir o mesmo esquema do concorrente, com a diferença de ser um aplicativo que roda juntamente com o Facebook. Colab

Ainda não tive a oportunidade de testá-lo pois parece precisar de uma quantidade certa de pessoas para poder usá-lo e aqui em minha cidade ainda não possuo essa quantidade, veja imagem abaixo:

Colab

Assim que eu conseguir acessar atualizo aqui para vocês a minha impressão sobre o aplicativo.

Como prometido estou voltando aqui para atualizar essa publicação. Questionei o pessoal da Colab sobre qual seria a quantidade de pessoas necessárias para poderem permitir acesso ao aplicativo e me responderam que eles “utilizam um percentual para liberarem e que depende de como eles vão conseguir entrar no Estado”, isso se deve ao fato de que, diferente do Cidade Legal, o Colab parece ter uma certa conexão com o governo, ou seja, as reclamações e propostas serão vistas não só pela população. Outra coisa é que parece haver uma fila, por exemplo, se o Distrito Federal tiver mais usuários cadastrados que o Ceará, o Distrito Federal estará à frente na fila, então se você quer que isso funcione no seu Estado, convide o máximo de pessoas que puder e convença-os a participarem.

Ao contrário do que disse sobre o Colab ser um aplicativo apenas para Facebook, o encontrei na appstore, não sei se ficou disponível agora mas ao menos agora sabemos que existe o aplicativo também para iphone.

Instalei e logo percebi que no aplicativo para iphone parece não haver a necessidade da porcentagem de usuários para poder usar o serviço. Um dos diferenciais é que além de você expor os problemas da cidade, você pode também qualificar os serviços, no caso, saúde, segurança e educação, e pode também propor sugestões ou soluções para os problemas da cidade, o que achei muito bom, pois não basta apenas fazermos críticas, temos que propor soluções.

Colab.re

Alguns problemas continuaram em relação ao concorrente, um deles é o fato de só poder marcar se estiver no local, no caso do Colab, há campos para escrever o endereço, mas tem coisas que não têm endereço, como um poste ou um buraco. Outro problema é também o mesmo do concorrente, não há abertura para a criação de um novo problema, ou seja, se o problema não estiver listado não tem como marcar.

É isso pessoal, qualquer coisa atualizarei de novo. Espero que tenham gostado.