Camisas à prova de bala

Marcelo Teixeira —  13 de junho de 2013 — Comentários

Camisa à prova de balas

Uma camisa Hanes “bombada” que pode desviar balas pode parecer coisa de estória em quadrinhos, mas cientistas desenvolveram uma forma de tornar mais robusta uma camisa comum criando uma armadura de vestir. Emendando o carbono no algodão com boro, o terceiro material mais duro do planeta, pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul aumentaram significantemente a resistência do tecido. O resultado é uma camisa leve reforçada com carboneto de boro, o mesmo material usado em tanques militares.

Essa descoberta, de acordo com o Dr. Xiaodong Li, um professor de engenharia mecânica da USC e co-autor de um artigo no tema Materiais Avançados, sinaliza uma “mudança conceitual na fabricação de materiais ultra-resistentes, super-fortes, de baixo consumo de combustível e leves.”

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Via Ecouterre.

Olympic Shooting Venue Olympic Shooting Venue

O Pavilhão de Tiro das Olímpiadas de Londres de 2012 tem seu formato um tanto inusitado. Apesar de não ter encontrado informações sobre a origem da inspiração, o pavilhão, formado por estruturas tensionadas, alude, a meu ver, à chapas metálicas atingidas por projéteis de armas de fogo. Partindo disso pude considerar que a origem da inspiração pode ter sido proveniente de uma analogia à forma de algo já existente (chapas perfuradas a bala) e que também tem relação com a finalidade do projeto, mas ao mesmo tempo não posso dizer que há um mimetismo dessa forma, já que não tenho certeza que as chapas foram realmente a fonte dessa ideia.

Olympic Shooting Venue Olympic Shooting Venue Olympic Shooting Venue Olympic Shooting Venue Olympic Shooting Venue

Já a tipologia do projeto é bem simplista, seguindo uma planta livre com estruturas metálicas cobertas pela estrutura tensionada externa, funcionando como “exaustora” para promover a circulação de ar dentro do pavilhão.

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Destruidor de Carbono

O “Destruidor de Carbono” (Carbon Buster) é o primeiro bloco construtivo que captura dióxido de carbono durante sua produção (14kg por tonelada). O produto cerâmico de alta-performance, desenvolvido pela companhia britânica Lignacite, Ltd. em parceria com a Carbon8 Aggregates, é feito de mais de 50% de materiais reciclados,  incluindo pastilhas de Carbono 8 (que são feitas de resíduos térmicos de usinas de energia), água e dióxido de carbono. O agregado resultante é incorporado no produto para criar o bloco de carbono negativo.

Destruidor de Carbono

Ser bom é melhor que ser original.

Mies Van der Rohe

Concreto Wolverine

Marcelo Teixeira —  8 de junho de 2013 — Comentários

Concreto

Um problema pertinente nas construções é que de uma forma ou de outra as calçadas terão rachaduras com o tempo, pelo desgaste, má execução ou pela ação das raízes das árvores, e seu reparo exige trabalho humano e custa dinheiro. Um outro problema é que mais de 7% das emissões de carbono vem da produção do cimento, um dos componentes na execução das calçadas, causando assim o efeito estufa, mas o que poderia ser feito para evitar esses problemas?

Pesquisadores da Universidade de Cardiff, Universidade de Cambridge, e Universidade de Bath fazem parte de um projeto £3m para criar um concreto que se auto-cicatriza. O material seria capaz de se consertar com a ajuda de uma bactéria contendo microcápsulas que brotariam e produziriam calcário quando a água entrasse nas fissuras.

Basta sabermos quanto tempo demora o processo de “cicatrização” do cimento porque dependendo da velocidade da evolução da rachadura a calçada poderia ficar desnivelada, mas a pesquisa é realmente revolucionária.